Transpor a barreira entre a realidade imposta e a realidade irreal.
Seria pura e épica magia.
Sonhos se misturando e envolvendo tudo o que temos com tudo que queremos.
Sonhos apenas sonhos...
Aline Anne
O tempo é o mestre dos mortais.
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
sábado, 12 de abril de 2014
quinta-feira, 3 de abril de 2014
quarta-feira, 12 de março de 2014
terça-feira, 11 de março de 2014
Limite
Vivo no limite de minha sanidade,
No limite, entre o sim e o não.
Entre a noite e o dia,
Entre o cansaço e a disposição.
Vivo no limite de minha lucidez.
No limite do aceitável,
Do inegável, do improvável,
No limite da minha solidão.
Vivo no limite da noite,
Entre o choro e o riso,
Entre silêncio e o grito,
Entre o afago e o açoite.
Vivo no limite de todos os meus limites.
Na linha tênue das minhas opiniões,
Bradando o não, pensando no sim,
Querendo o sim, contando com o não.
No limite das horas,
Entrando mais tarde,
Saindo mais cedo,
Fazendo alarde,
Chorando de medo,
Dando meus foras.
Reclamo do que tenho,
Desejo o que não tive,
Murmuro meus lamentos,
Nos lugares d'onde estive.
E caminho feito louco,
à procura da morte,
à procura d'um norte,
à procura da paz.
E vou morrendo aos poucos,
Sentindo minhas dores:
O meu cigarro, a saudade
e meus amores.
Autor Desconhecido*
Vivo no limite de minha sanidade,
No limite, entre o sim e o não.
Entre a noite e o dia,
Entre o cansaço e a disposição.
Vivo no limite de minha lucidez.
No limite do aceitável,
Do inegável, do improvável,
No limite da minha solidão.
Vivo no limite da noite,
Entre o choro e o riso,
Entre silêncio e o grito,
Entre o afago e o açoite.
Vivo no limite de todos os meus limites.
Na linha tênue das minhas opiniões,
Bradando o não, pensando no sim,
Querendo o sim, contando com o não.
No limite das horas,
Entrando mais tarde,
Saindo mais cedo,
Fazendo alarde,
Chorando de medo,
Dando meus foras.
Reclamo do que tenho,
Desejo o que não tive,
Murmuro meus lamentos,
Nos lugares d'onde estive.
E caminho feito louco,
à procura da morte,
à procura d'um norte,
à procura da paz.
E vou morrendo aos poucos,
Sentindo minhas dores:
O meu cigarro, a saudade
e meus amores.
Autor Desconhecido*
quinta-feira, 6 de março de 2014
VAGA-LUMES
[Clarice Freire]
Em uma cidade antiga, muito antiga, de quatro ou cinco casas antigas, muito antigas, ela resolveu fugir da cama.
Esperou anoitecer, até as paredes dormirem para sair. Correu como quem ama.
Se soubesse para onde ia, não seria ela.
Simplesmente foi, porque a vontade de sentir o vento frio no rosto,
a consumia feito vela.
O chão de pedra gelada nos pés sem sapatos. Nos olhos, o escuro.
Tinha alguma coisa naquela noite que a chamava pela janela e ela foi. Por cima do muro.
Se não tivesse ido, não seria ela.
Se não tivesse ido, seria morta.
Foi correndo pelo escuro sem saber aonde dava a viela,
E a estrada torta.
Tão escuro era, que esquecia como era a luz.
Corria, corria, corria e, de repente,
esqueceu o que era o dia.
Percebeu aos poucos que a viela era tomada por vaga lumes. Dezenas, centenas deles.
Não eram capazes de alumiar a noite em dia com seu brilho raro.
Mas a fez lembrar,
Como era o claro.
E saber por que, afinal, fugiu da cama.
É que a cidade não entendia, a agonia de quem Ama.
E da noite faz cantiga.
É que dizem que o Amor é coisa antiga,
Muito antiga.
[Clarice Freire]
Em uma cidade antiga, muito antiga, de quatro ou cinco casas antigas, muito antigas, ela resolveu fugir da cama.
Esperou anoitecer, até as paredes dormirem para sair. Correu como quem ama.
Se soubesse para onde ia, não seria ela.
Simplesmente foi, porque a vontade de sentir o vento frio no rosto,
a consumia feito vela.
O chão de pedra gelada nos pés sem sapatos. Nos olhos, o escuro.
Tinha alguma coisa naquela noite que a chamava pela janela e ela foi. Por cima do muro.
Se não tivesse ido, não seria ela.
Se não tivesse ido, seria morta.
Foi correndo pelo escuro sem saber aonde dava a viela,
E a estrada torta.
Tão escuro era, que esquecia como era a luz.
Corria, corria, corria e, de repente,
esqueceu o que era o dia.
Percebeu aos poucos que a viela era tomada por vaga lumes. Dezenas, centenas deles.
Não eram capazes de alumiar a noite em dia com seu brilho raro.
Mas a fez lembrar,
Como era o claro.
E saber por que, afinal, fugiu da cama.
É que a cidade não entendia, a agonia de quem Ama.
E da noite faz cantiga.
É que dizem que o Amor é coisa antiga,
Muito antiga.
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